EU SOU MACUXI: UMA ANÁLISE DA OBRA DE JULIE DORRICO A PARTIR DE FANON E DE SPIVAK

Autores

  • Rosana Cristina Zanelatto Santos Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

DOI:

https://doi.org/10.18224/gua.v13i3.13576

Palavras-chave:

Julie Dorrico, Decoloniadade, Literatura brasileira feminina indígena

Resumo

Fazendo parte de uma pesquisa tão múltipla e tão enriquecedora quanto a pesquisa sobre literatura indígena feminina, adentramos caminhos que exploram a decolonialidade e o impacto do colonialismo branco sobre os costumes e as crenças dos povos que foram explorados cultural e religiosamente ao longo das conquistas territoriais exercidas pelos europeus em sua busca por expandir seus territórios e poderes. Buscando estender nossos conhecimentos sobre o assunto, nos debruçamos em uma leitura minuciosa dos textos Pele negra, máscaras brancas e Pode o subalterno falar?, de Frantz Fanon, e de Gayatri Spivak, respectivamente, para então, relermos, sob a lente decolonial, a obra de Julie Dorrico Eu sou Macuxi e outras histórias, com o propósito de compreendermos a importância que sua obra tem diante da sociedade e da cultura brasileira atual, pós-colonialista, e, assim como seu livro, revolucionária.

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Biografia do Autor

Rosana Cristina Zanelatto Santos, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

Doutora pela USP. Professora Titular da UFMS no Curso de Graduação em Letras de Campo Grande. Docente permanente do PPGEL/UFMS (Campo Grande) e do PPGL/UFMS (Três Lagoas). PQ-CNPq. Pesquisadora da FUNDECT. Presidente da ABRAPLIP (2012-2013). Membro do GT de Literatura e Ensino da ANPOLL.

Referências

CAMINHA, Pero Vaz de. Carta de Pero Vaz de Caminha a El-Rei D. Manuel sobre o Achamento do Brasil. São Paulo: Martin Claret, 2003. (Texto integral).

DORRICO, Julie. Eu sou Macuxi e outras histórias. Nova Lima: Ed. Caos e Letras, 2019.

FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Tradução de Sebastião Nascimento e Raquel Camargo. São Paulo: UBU, 2020.

KILOMBA, Grada. Memórias da plantação – Episódios de racismo cotidiano. Tradução de Jess Oliveira. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.

SPIVAK, Gayatri Chakravorty. Pode o subalterno falar? Tradução de Sandra Regina Goulart Almeida, Marcos Pereira Feitosa e André Pereira Feitosa. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2010.

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Publicado

22.05.2024

Como Citar

SANTOS, R. C. Z. EU SOU MACUXI: UMA ANÁLISE DA OBRA DE JULIE DORRICO A PARTIR DE FANON E DE SPIVAK . Revista Guará - Revista de Linguagem e Literatura, Goiânia, Brasil, v. 13, n. 3, p. 423–433, 2024. DOI: 10.18224/gua.v13i3.13576. Disponível em: https://seer.pucgoias.edu.br/index.php/guara/article/view/13576. Acesso em: 22 jun. 2024.

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