EDUCAÇÃO FREIRIANA NO CONTEXTO DAS POLÍTICAS LINGUÍSTICAS DE INCLUSÃO PARA ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA VISUAL

Cintya Cardoso Gomes

Resumo


RESUMO: O objetivo é problematizar acerca dos Marcos Político-Legais da Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva (BRASIL, 2010), a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (BRASIL, 2015a), a Base Nacional Comum Curricular – BNCC (BRASIL, 2015b, 2018b) e o Projeto Grafia Braille para Língua Portuguesa (BRASIL, 2018a) relacionando-se às principais propostas de Paulo Freire para acesso das pessoas com deficiência visual à educação igualitária. Fundamenta-se na Pedagogia da Autonomia (Freire, 1996) sobre a formação e práticas educacionais e nas legislações (BRASIL, 2010, 2015a, 2015b, 2018a, 2018b) sobre a discussão político-linguística para inclusão educacional. Conclui-se que, nessas políticas, a língua é apresentada como um recurso de exclusão educacional para as pessoas com deficiência visual para quem é disponibilizado o Braille como meio absoluto de desenvolvimento intelectual a fim de que eles não se apoderem da língua portuguesa adotada pela sociedade.

Palavras-chave


Educação Inclusiva; Deficiência visual; Paulo Freire.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18224/frag.v31i4.12206

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