A GAROTA CARIOCA: COLONIALIDADE DE GÊNERO EM IMAGENS

Isabela Marques Fuchs

Resumo


O presente artigo aborda as múltiplas temporalidades e expressões da representação imagética da garota carioca em um cartão-postal específico para responder a seguinte pergunta: quem é essa garota? Ou melhor, como ela foi construída e por quê? Para isso, foi necessário um percurso a partir da percepção eucrônica da imagem, que perspassam justamente as questões referentes ao seu tempo de produção - o Brasil do começo do século XXI - e a sua reprodutibilidade. A partir de rótulos de embalagem e ilustrações em revista, os questionamentos não foram sanados, mas persistentes ao se refletir sobre a colonialidade de gênero nos impressos brasileiros a partir do mote feminista de distinção entre público e privado de “nosso corpo nos pertence”.

Palavras-chave


Memória gráfica brasileira; Imagem; Pin-up; Eucronismo; Brazilian graphic memory; Image; Pin-up; Euchronism

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DOI: http://dx.doi.org/10.18224/mos.v12i0.6743

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