Memória dos Ossos: empréstimos simbólicos entre xamãs e jesuítas na América Meridional (séculos XVI e XVII)

Glória Kok

Resumo


Resumo: nos dois primeiros séculos da história colonial da América meridional, xamãs tupis-guaranis e jesuítas enfrentaram-se nas arenas simbólicas para disputar o domínio do mundo sobrenatural, que implicava a posse da palavra, a comunicação com os mortos, o ofício de curar doentes, o sepultamento dos corpos e até o culto aos ossos dos xamãs e mártires, considerados por ambos como objetos imantados de poder. Nos interstícios desse dinâmico processo, entretanto, forjaram-se interações e comunicações simbólicas que viabilizaram ensaios de conhecimento do Outro, terreno sobre o qual se moveram tanto as lutas de resistência na esfera de atuação dos pajés quanto inovações culturais indígenas e ocidentais no âmbito da colonização.

Palavras-chave: Índios. Xamãs. Jesuítas. América Meridional. Colonização.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18224/mos.v4i2.2379

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MOSAICO | Programa de Pós-Graduação em História | Pontifícia Universidade Católica de Goiás | e-ISSN 1983-7801 | Qualis A3 (Avaliação Preliminar da CAPES/PERIÓDICOS - 2019)

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