Indígenas do Deserto e do Sertão nos Contextos de Formação de Nacionalidades, Século XIX

Izabel Missagia de Matos

Resumo


Resumo: imperativa para a formação dos contingentes dos países recém-criados na América Latina ao longo dos Oitocentos, a homogeneização nacionalizadora implicou em uma visão
integradora segundo a qual os povos indígenas deveriam se misturar à população negra e mestiça, mais do que com o resto da população responsável por tecer as diretrizes e ideais “civilizatórios” imperantes. Os territórios ocupados pelos indígenas, então considerados “vazios”
e “regiões não habitáveis”, constituem, para o campo de estudos subalternos, lugares “limites”, onde o humano se funde com “bestial”, justificando assim as campanhas de extermínio movidas contra os indígenas ali existentes. O argumento desenvolvido neste artigo
destaca e analisa um ponto de inflexão entre os diferentes mitos nacionais latino-americanos representado pelas mulheres brancas e indígenas enquanto matrizes capazes de conceber e
reproduzir, ao longo dos séculos, as novas nações civilizadas.
Palavras-chave: Nacionalidades Latino-Americanas. Mestiçagens. Extermínio Indígena.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18224/hab.v14.2.2016.213-226

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HABITUS | Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia | Pontifícia Universidade Católica de Goiás | e-ISSN 1983-7798 | Qualis B2

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