JUVENTUDE E RESISTÊNCIA: OCUPAÇÕES CULTURAIS EM SERGIPE

Juliana Santos Monteiro Vieira, Dinamara Garcia Feldens, Luana Garcia Feldens Fusaro

Resumo


Intenciona-se discutir acerca da ocupação dos espaços urbanos no município de Aracaju/SE pela juventude local, considerando o término, durante os anos, de várias programações culturais voltadas para esse público que eram existentes no Estado. Buscamos pensar a violência enquanto uma força exercida, que relaciona-se com as escassas oportunidades e também com o não acesso a cultura e aos espaços urbanos. Buscou-se fomentar a discussão acerca do conceito de resistência, descrito pelo filósofo francês Gilles Deleuze, junto ao entendimento sobre a arte e estética do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, exemplificando para isso, alguns movimentos de ocupação urbana promovidos pela juventude sergipana, que expressam e expõem a arte e a cultura produzida por esses sujeitos. A repressão policial, os discursos morais, a visão deturpada de significativa parte da população sobre esses movimentos, acabam prejudicando e incentivando ainda mais a inércia estatal que assola a cultura do Brasil e, consequentemente, de Sergipe.

Palavras-chave


Cultura brasileira; Juventude; Ocupação urbana; Resistência; Sergipe.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18224/frag.v29i3.7389

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