O OBSERVADOR NO ESTUDO DAS RELIGIÕES: A ETNOGRAFIA ENTRE GEERTZ E GOLDMAN

Vicente Gregório de Sousa Filho, Ariel Miranda Silva, Antonio Michel de Jesus de Oliveira Miranda, Geisa Hupp Fernandes Lacerda, Jackson Gomes de Rezende, Edeson dos Anjos Silva

Resumo


O artigo procura analisar a maneira do cientista da religião lidar no contato com as expressões religiosas. Acredita-se que o fazer antropológico agrega às ciências das religiões, sobretudo por sua formação histórica. A antropologia passou das concepções evolucionistas do homem aos trabalhos onde o próprio pesquisador se põe em contato com o outro. Isso exigiu seu aprimoramento na relação observador/observado. Assim, este trabalho conta com as contribuições das obras de Geertz e Goldman. Por evocar um amplo horizonte metodológico, a pesquisa em ciências das religiões pode absorver das demais disciplinas aprendizados significativos. A antropologia oferece aos estudos de religião um método de pesquisa que trata os envolvidos de forma igualitária e exige do pesquisador considerar o observado não como objeto, mas sim como um ser humano. Participar das rezas, dos cânticos, dos batuques e partilhar de experiências sobrenaturais permite captar o sentido de determinado sistema de crenças para o sujeito.

Palavras-chave


Ciências das Religiões; Etnografia; Antropologia.

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.18224/frag.v29i3.7214

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