Panorama da sífilis em Goiânia segundo levantamento realizado no laboratório clínico da PUC Goiás entre 2010 e 2014

Iasmim Ribeiro da Costa Rizzo, Cássia Olinto de Paiva Miranda, Thais Regina dos Santos

Resumo


Resumo: A sífilis é uma doença infectocontagiosa transmitida pela via sexual e verticalmente durante a gestação, cujo agente etiológico é o Treponema pallidum. Sendo classificada, em: sífilis primária, secundária, latente e terciária, além de sífilis congênita. Seu diagnóstico é feito através de testes treponêmicos (FTA-Abs, TPHA, ELISA e Imunocromatografia) e não treponêmicos (VDRL). Devido a recente epidemia de sífilis no Brasil e no mundo, esse estudo tem como finalidade verificar a prevalência dessa infecção nos pacientes atendidos no Laboratório Clínico da PUC-Goiás entre os anos de 2010 a 2014. Foram avaliados 4.577 prontuários de pacientes que realizaram os exames VDRL e/ou FTA-Abs, onde se verificou uma maior prevalência de VDRL reagente a partir do ano de 2012, 2013 e 2014 (9,90%, 8,14% e 8,70% respectivamente). Em relação ao gênero observou-se uma prevalência significativamente superior de VDRL reagente nos pacientes masculinos (9,79%), quando comparado aos femininos (6,42%). O presente estudo observou um aumento significativo na prevalência de sífilis a partir do ano de 2012 com ênfase na soropositividade no gênero masculino.

Overview of Syphilis in Goiania according to the survey at the clinical laboratory of PUC Goiás between 2010 and 2014

Abstract: Syphilis is a contagious infectious disease transmitted sexually and vertically during the pregnancy, whose etiological agent is the Treponema pallidum. The disease is classified in: primary, secondary, latent and tertiary syphilis, besides congenital syphilis. The diagnosis is made through treponemal tests (FTA-Abs, TPHA, ELISA and Immunochromatography) and non-treponemal tests (VDRL). Owing to recent epidemic of syphilis in Brazil and in the world, this study had the goal to verify the prevalence of this infection in the patients attended at the Clinical Laboratory of PUC Goiás from 2010 to 2014. There were evaluated 4.577 patient records that performed the tests VDRL and/or FTA-Abs, where a higher prevalence of reagent VDRL was verified from 2012, 2013 and 2014 (9.90%, 8.14% and 8.70%, respectively). About the gender, it was observed a higher prevalence of reagent VDRL in male patients (9,79%), when compared to the female (6,42%). The present study observed a significant increase in the prevalence of syphilis from the year 2012 with emphasis on seropositivity in the male gender.

Palavras-chave


Sífilis, Treponema pallidum, VDRL, FTA-Abs

Texto completo:

PDF

Referências


TANAKA V.A., GOTLIEB S.L.D., SOREANO R., FAGUNDES L.J., JUNIOR W.B., MORAES F.R.B., CATYUIOPAPAN A. & ARNONE M. 2007. Perfil epidemiológico de mulheres com vaginose bacteriana, atendidas em um ambulatório de doenças sexualmente transmissíveis, em São Paulo, SP. Anais Brasileiros de Dermatologia 82 (1): 41-6.

RODRIGUES C.S. & GUIMARÃES M.D.C. 2004. Positividade para sífilis em puérperas: ainda um desafio para o Brasil. Revista Panamericana de Salud Publica 16 (3): 168-75.

BRASIL, Departamento de IST, Aids e Hepatit ANDRADA, A.L.S.S., MARTELLI C.M.T., SOUSA A.M. & ZICKER F. 1989. Soroprevalência e fatores de risco para sífilis em população carcerária de Goiás. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo 31 (3): 177-182.

es virais, DST no Brasil. Acesso em 05/11/2016. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pagina/dst-no-brasil.

RODRIGUES E.H.G. & ABATH F.G.C. 2000. Doenças sexualmente transmissíveis em pacientes infectados com HIV/AIDS no Estado de Pernambuco, Brasil. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 33 (1): 47-52, jan-fev.

AVELLEIRA J.C.R. & BOTTINO G. 2006. Sífilis: diagnóstico, tratamento e controle. Anis Brasileiro de Dermatologia 81 (2): 111-26.

BRASIL. Ministério da Saúde. 2006. Manual de Controle de Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST. 4° edição. GOH B.T. 2005. Syphilis in adults. Sexually Transmitted Infections 81: 448–452.

BRASIL. Ministério da Saúde. 2010. Sífilis: Estratégias para Diagnóstico no Brasil. 100p.

OLIVEIRA V.M., VERDASCA I.C. & MONTEIRO M.C. 2008. Detecção de sífilis por ensaios de ELISA e VDRL em doadores de sangue do Hemonúcleo de Guarapuava, Estado do Paraná. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 41 (4): 428-430, jul-ago.

RIBEIRO A.S., SOUZA F.B. & PINTO S.S. 2007. Triagem para Sífilis: incidência de resultados positivos nas amostras analisadas no Hospital Municipal Duque de Caxias, oriundas do Centro de Testagem e Aconselhamento para DST e AIDS. NewsLab 14 (82).

BRASIL. Ministério da Saúde. 2015. Diagnóstico laboratorial de doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o vírus da imunodeficiência humana. Brasília, 2: 270p.

ALQUÉZAR A.S., ALBIERI D., GARRINI R.H.C., PEREIRA W.P.M., LEMOS E.A. & ALVES A. 2007. Desempenho de testes sorológicos para sífilis, treponêmicos (ELISA) e não treponêmicos (VDRL E RPR), na triagem sorológica para doadores de sangue–confirmação dos resultados por meio de três (FTA ABS, WB E TPHA). Vol. 36 (3): 215-228. set-dez.

MENDES K.H.C., DUARTE G., GIR E., ALEIXO Y.A. & CAPUANO D.M. 1996. Soropositividade para sífilis em amostras sanguíneas, procedentes de quatro regiões (136 bairros) da cidade de Ribeirão Preto - SP. Medicina, Ribeirão Preto, 29: 123-129, jan-mar.

CRUZ M.J., LISBOA C. & AZEVEDO F. 2011. Diagnóstico sorológico da sífilis. Revista da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia 69 (4): 523-530, out-dez.

MOLERI A.B., LOBO C.B., SANTOS F.R., SILVA E.J., GOUVÊA C.V.D. & MOREIRA L.C. 2012. Diagnóstico diferencial das manifestações da sífilis e da Aids com Líquen plano na boca: Relato de Caso. DST - Jornal Brasileiro de Doenças Sexualmente Transmissíveis 24 (2): 113-117.

PASSOS M.R.L., BENZAKEN A.S., COÊLHO I.C.B., RODRIGUES G.H.S., JUNIOR J.C.D., VARELLA R.Q., TAVARES R.R., BARRETO N.A., MARQUES B.P & FIGUEIREDO J. 2004. Estudo de equivalência entre Azitomicina e Penicilina G benzina no tratamento da sífilis. DST – Jornal Brasileiro de Doenças Sexualmente Transmissíveis 16 (1): 52-66.

BRASIL. Ministério da Saúde. 2016. Boletim Epidemiológico - Sífilis Ano V 47 (35): 1-29.

LORENZI D.R.S., FIAMINGHI L.C. & ARTICO G.R. 2009. Transmissão vertical da sífilis: prevenção, diagnóstico e tratamento. FEMINA 37 (2): 83-90, jan.

ALMEIDA P.D., FILHO A.C.A.A., ARAÚJO A.K.L., CARVALHO M.L., SILVA M.G.P. & ARAÚJO T.M.E. 2015. Análise epidemiológica da sífilis congênita no Piauí. Revista Interdisciplinar v. 8, n. 1, p. 62-70, jan. fev. mar.

ESTADO DE GOIÁS. Secretaria de Estado da Saúde de Goiás. 2014. Situação Epidemiológica da Sífilis em Gestante e Sífilis Congênita no Estado de Goiás v. p. 8.

PREFEITURA DE FLORIANÁPOLIS. Boletim Epidemiológico. 2014. Acesso em 03/11/2016. Disponível em: http://www.pmf.sc.gov.br/arquivos/arquivos/pdf/27_11_2014_15.27.51.65000f4ee05d4aef9b9faa6b4a8194db.pdf.




DOI: http://dx.doi.org/10.18224/evs.v45i1.5260

 

Licença Creative Commons - Atribuição Sem Derivações 4.0 CC BY-NC-ND


evs | Pontifícia Universidade Católica de Goiás | e-ISSN 1983-781X | Qualis B3

Flag Counter