A IMPORTÂNCIA DE MUSEUS NO INTERIOR – O CASO CENPALEO/MTV

Luiz Carlos Weinschütz, Cristiane Pscheidt, Eliane Villa Lobos Strapasson, Celina Hirth, Morgana Denk Wantowsky, João Henrique Zahdi Ricetti, Everton Wilner

Resumo


O Museu da Terra e da Vida de Mafra, Santa Catarina foi criado para levar à comunidade o conhecimento gerado pelo Centro Paleontológico da Universidade do Contestado, e hoje atende em média 7.000 visitantes por ano, na maioria estudantes de instituições de ensino públicas que utilizam o museu como um espaço para educação não formal. Tendo como amostra os dados de visitas entre 2005 e 2018, verificamos uma estabilização com relação ao número de visitantes locais entre 3.000 a 4.000 pessoas/ano, e um crescimento com relação aos visitantes provenientes de outras localidades (4.000 a 4.500 pessoas/ano). Com relação à distância de procedência dos visitantes de “fora” a maioria vêm de cidades localizadas até 200 km, relacionado diretamente aos custos e tempo do transporte. Em Santa Catarina os museus de Ciências e História Natural estão concentrados nas regiões de Florianópolis, Joinville e Blumenau. Ficou evidente nessa pesquisa a relação entre a possibilidade de visita de estudantes no museu e a distância em que residem, corroborando com a necessidade de políticas de incentivo a criação de museus no interior do Estado. A utilização de museus como parte do plano pedagógico dos professores contribui para o desenvolvimento regional, seja pelo aquecimento do comércio, divulgação da cidade e pela disseminação do conhecimento e cultura.

Palavras-chave


Museus de História Natural; Alfabetização Científica; Democratização do Conhecimento.

Texto completo:

PDF

Referências


BOTELHO, Isaura. Dimensões da cultura e políticas públicas. São Paulo em perspectiva, v. 15, n. 2, p. 73-83, 2001.

CARVALHO, Cláudia Pato de. Desenvolvimento Regional através da Cultura. Curso de Verão Europeu sobre Desenvolvimento Regional Sustentável, Germerode (Alemanha), 23 a 28 de Junho de 2002. Revista Crítica de Ciências Sociais, n. 65, p. 195-197, 2003.

CASSAB, Rita de Cássia Tardin. Objetivos e princípios. In: CARVALHO, I. S. (ed.). Paleontologia. Rio de Janeiro: Interciência, 2000. V. 1, cap. 1, p. 3-11.

CAZELLI, Sibele. Alfabetização científica e os museus interativos de ciência. Dissertação (Mestrado em Educação) – Departamento de Educação. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1992.

CHAGAS, Isabel. Aprendizagem não formal/formal das ciências. Relações entre os museus de ciência e as escolas. Revista de Educação, v. 3, n. 1, p. 51-59, 1993.

ICOM: Conselho Internacional de Museus. A organização. Disponível em: http://icom.museum/the-organisation. Acesso em: 10 mar. 2017.

CONSIDERA, Andrea Fernandes. Museus de História Natural no Brasil (1818-1932): uma revisão bibliográfica. In: XXVI SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA. Anais..., 2011.

FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. São Paulo: Paz e Terra, 1980.

HOOPER-GREENHILL, Eilean. Education, communication and interpretation: towards a critical pedagogy in museums. In: ______. The Education Role of the Museum. London: Routledge, 1994. p. 3-25.

IBRAM: Instituto Brasileiro de Museus. Guia dos museus brasileiros. Brasília, DF: IBRAM, 2011.

IBRAM: Instituto Brasileiro de Museus. Museus em números. Brasília: Instituto Brasileiro de Museus, 2011. V. 1.

LORENZETTI, Leonir; DELIZOICOV, Demétrio. Alfabetização científica no contexto das séries iniciais. Ensaio: Pesquisa em Educação em Ciências, Belo Horizonte, v. 3, n. 1, p. 45-61, jan./jun. 2001.

LOPES, Luciane AM; RIBEIRO, Luiz Carlos Borges. A Semana do Dinossauro: uma Forma Lúdica de Ensinar a Importância do Turismo Paleontológico. Seminario de Pesquisa em Turismo do MERCOSUL, v. 4, 2006.

LOPES, Maria Margaret. As ciências naturais e os museus no Brasil no século XIX. Tese (Doutorado da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 1993.

MARANDINO, Martha. Interfaces na relação museu-escola. Caderno Catarinense de Ensino de Física, Florianópolis, v. 18, n. 1, p. 85-100, abr. 2001.

MARANDINO, Martha. Museus de Ciências, Coleções e Educação: relações necessárias. Museologia e Patrimônio, v. 2, n. 2, p. 1-12, 2009.

MARANDINO, Martha et al. Aprendizagens em biologia a partir da visita ao Museu Zoologia. Atas do V ENPEC. Bauru: ABRAPEC, 2005.

MOURO, Lucas Del et al. The Lontras Shale (Permian, Paraná Basin) and its Fossils: Discovery, Taxonomic Identification and Present Knowledge. Anuário do Instituto de Geociências - UFRJ, v. 41, p. 636-646, 2018.

PÁSSARO, Eloisa Magalhães; HESSEL, Maria Helena; NOGUEIRA NETO, José de Araújo. Anuário do Instituto de Geociências - UFRJ, Rio de Janeiro, v. 37, n. 2, p. 48-59, 2014.

PINHEIRO, Rachel; LOPES, Maria Margaret. As propostas da Seção Geológica da Comissão Científica de Exploração (1856). Asclepio, v. 58, n. 1, p. 95-112, 2006.

PONTE, Antônio. Museus e desenvolvimento regional. In: CARVALHO, Ana (org). Os Museus e o Património Cultural Imaterial: estratégias para o desenvolvimento de boas práticas. Faculdade de Letras de Évora, 2011.

PSCHEIDT, Cristiane. Contribuições de um curso de formação continuada para a promoção da alfabetização científica de docentes no Museu da Terra e da Vida, Mafra, SC. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e em Matemática) – UFPR, 2018.

RATTNER, Henrique. Prioridade: construir o capital social. Revista Espaço Acadêmico, ano II, n. 21, fev. 2003.

ROSA, Cleci Werner da; PEREZ, Carlos Ariel Samudio; DRUM, Carla. Ensino de física nas séries iniciais: concepções da prática docente. Investigações em Ensino de Ciências, v. 12, n. 3, p. 357-368, 2016.

SASSERON, Lúcia Helena; DE CARVALHO, Ana Maria Pessoa. Almejando a alfabetização científica no ensino fundamental: a proposição e a procura de indicadores do processo. Investigações em ensino de ciências, v. 13, n. 3, p. 333-352, 2016.

SILVA, Camila Silveira da; DINIZ, Renato Eugênio da Silva. Perfil e prática pedagógica dos professores visitantes de um centro de ciências: indicativos sobre a relação museu-escola. In: XIII ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, 2011.

THOMÉ, José Willibaldo. Os museus estaduais. Revista Brasileira de Zoologia, v. 5, n. 4, p. 629-631, 1988.

VIEIRA, Ana Carolina Maciel et al. A contribuição dos museus para a institucionalização e difusão da paleontologia. Anuário do Instituto de Geociências – UFRJ, v. 30, n. 1, p. 158-167, 2007.

WEINSCHUTZ, Luiz Carlos. Território da Cidadania Planalto Norte e o Centro Paleontológico da Universidade do Contestado. In: KNOREK, Reinaldo; LOCH, Carlos (org.). Território da Cidadania em Santa Catarina: Diagnósticos e Estudos. Florianopolis, SC: Editora CRV, 2016. V. 1, p. 341-355.

WEINSCHUTZ, Luiz Carlos; METS, Marilda. Fósseis e a expansão urbana na cidade de Mafra (Santa Catarina - Brasil). In: HENRIQUE, M. H. et al. Para aprender com a terra - memórias e notícias de geociências no espaço lusófono. Coimbra, Portugal: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2012. V. 1, p. 161-166.




DOI: http://dx.doi.org/10.18224/baru.v5i1.7345

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Rodapé - Baru
 

Este obra está licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição Sem Derivações 4.0 CC BY-NC-ND


BARU | Revista Brasileira de Assuntos Regionais e Urbanos | Mestrado em Desenvolvimento e Planejamento Territorial da PUC Goiás | e-ISSN 2448-0460 | Qualis B4

Visitantes - (24/08/2017 - 21/10/2019)
País Usuários
Brasil 6.689
Estados Unidos 261
França 234
Portugal 83
Colombia 55
México 37
Iraque 35
Reino Unido 34
Argentina 29

Fonte: Google Analytics.